O domínio da linguagem escrita é um desafio claro, em níveis distintos, para a maioria dos indivíduos. Se na linguagem falada, cuja aprendizagem se dá normalmente, são frequentes as falhas de comunicação, as rupturas de transmissão e os bloqueios de idéias, no texto escrito tal quadro se agrava, já que não somente a forma influencia, mas tambem o contexto se destaca mais facilmente da relação falante – ouvinte.
Este artigo é parte complementar do texto ESCRITA DE MONOGRAFIA - que visa esclarecer a dificuldade e a natureza da redação de textos monográficos próprios de monografias e TCC.
Da mesma forma, a riqueza de idéias passíveis de serem traduzidas em uma linguagem escrita é infinita, havendo a necessidade de um grande número de variantes nas formas, nos elementos, nos fatores necessários para que tal tradução ocorra adequadamente, já que a meta é o entendimento pleno por parte do leitor das idéias ou das intenções do autor.
Dentro dos principais elementos diferenciadores de uma redação estão os estilos. Cada estilo, com inúmeras variantes e possibilidades, poderiam ser resumidos como uma impressão recorrente de modo, ou seja, a reunião de características próprias recorrentes sempre que a intenção, o formato, o modelo, ou seja, a forma em geral, seja similar.
A partir de tal riqueza, buscou-se nesta pesquisa monográfica o estudo dos estilos de redação, como se formam, quais os seus diferenciais e como influenciam na realização de estilos textuais posteriores.
O domínio da comunicação textual tem como meta a possibilidade de transmissão límpida e com o menor ruído possível da mensagem necessária. A partir de tal necessidade, a escrita de uma redação pode se servir de diversos estilos próprios e característicos, com variações entre os tratamentos do universo físico ou não físico do tema da redação, assim como na forma de tratamento das consequencias ou das razões ligadas à escrita desta, entre outras.
A partir de todo o exposto nestas páginas, pode-se conceder às análises das formas de expressão textual da redaçao, a partir dos seus estilos, alguns pontos comuns de partida e uma culminação do processo que os tornam apaixonantes.
Os campos que se abrem, tanto ao ensino como à investigação, são infinitos. Os professores de redação podem ser testemunhas diárias do interesse que desperta nos alunos a riqueza científica destas propostas.
Conseqüentemente, o meio, além de um sistema de distribuição de mensagens, atua como um sistema organizador de mensagens, e a organização de mensagens preexistentes se converte, por sua vez, numa nova mensagem. Ao organizar a mensagem, o meio a recicla, a reelabora, impondo assim seu próprio modo de perceber e de interpretar, como um sistema que é organizador de conteúdos e formas de expressão, temas que serão, com segurança, o objetivo central das investigações estilísticas do futuro.
Para maiores informações, veja este artigo sobre REDAÇÃO DE MONOGRAFIA, que oferece várias dicas de estilos e mesmo de linguagens a serem adotadas em monografias.
A linguagem escrita redativa está formada por um conjunto de discursos que têm estruturas lógicas e gramaticais diferentes, não havendo um tipo de discurso homogêneo em sua estrutura. Não obstante, todas estas formas específicas do discurso implicam o conhecimento pelo escritor de que os receptores são pessoas concretas que vivem num tempo determinado com suas circunstâncias sociais, políticas, culturais, etc. adjacentes.
A distinção das formas do discurso permite o estabelecimento de um sistema de análise que contribuirá para conhecer melhor o propósito geral das mensagens e determinar o modo mais conveniente de redigi-los. (CABRAL, 1979)
Portanto, a comunicação escrita a partir de uma redação faz uso de diferentes tipos de discurso em relação com a informação que transmite, de acordo com seus objetivos. Tais formas discursivas são expressões lingüísticas diferentes dependendo dos casos.
Deve-se ter em conta que se "expressão é a exteriorização de um conteúdo psíquico (emoções, sentimentos, vontade, idéias) por meio de um signo qualquer (gestos, mímicas, palavras, obras de arte)" (BAGNO, 1999, p. 38), a "forma de expressão" seria o sistema de signos que se empregaria nessa exteriorização. Isto é, "forma de expressão" viria ser um sistema de signos concretos, submetido às regras de seu próprio código: a língua escrita, a língua falada, os gestos, a música, o ruído, a linguagem das artes, etc.
Dentro de tal universo, poder-se-ia identificar o sintagma "forma de expressão" com "seqüência significativa" (BAGNO, 1999, p. 38).Também a glossemática (CUNHA, 2001) que entende a "forma" em oposição à "substância", (equivalente esta a conteúdo) pode servir de apoio numa tentativa terminológica de se aproximar ao sintagma que ocupa este artigo, assim que também se poderia diferenciar o conceito de termos filológicos de "forma de expressão" em oposição a "substância de expressão" ("substância", materialidade dos sons; "forma", a que recebe um som nas diversas línguas).
Os códigos redacionais são suscetíveis de acolher-se a um gênero comum segundo o canal emissor da mensagem: código gráfico na imprensa, código sonoro na comunicação radiofônica, código sonoro/visual na comunicação televisual, ainda que não são uniformes, nem sequer dentro da mesma modalidade. Mas o interessante de tudo é que estes três sistemas genéricos de codificação têm uma base comum expressiva, de diferente valoração: o código lingüístico escrito. Daí o claro valor predominante que se concede à lingüística dentro do estudo da estilística da redação. Além disso, todas as reflexões sobre a linguagem da redação, a descrição de seus códigos, seus traços diferenciais e suas modalidades estilísticas, de suas notas ideais, objetos de estudo na redação jornalística, têm como fim principal o de que os textos jornalísticos sejam lidos e deixem espaço e atinjam o leitor (CAMARA, 1970).
Assim se cumpre no texto, seja qual seja o canal de sua transmissão, a função geral do mesmo. Daí sua vinculação com a ciência do texto. Considera-se texto como a unidade lingüística comunicativa fundamental, produto da atividade verbal humana, que possui sempre caráter social: está caracterizado por seu fechamento semântico e comunicativo, bem como por sua coerência profunda e superficial, devida à intenção (comunicativa) do falante de criar um texto íntegro e a sua estruturação mediante dois conjuntos de regras: as próprias do nível textual e as do sistema da língua (DIRINGER, 1968).
É evidente que se torna necessário esclarecer o conceito de oração gramatical como unidade básica de análise e também o de frase e sub-frase (CUNHA, 2001). Portanto, o domínio da lingüística se revela, pois, como imprescindível para oferecer as primeiras noções de redação, ainda que em níveis um tanto afastados da mera gramática.
De todos os modos, é conveniente, para distinguir aos gêneros de estilo de redação em função do uso da linguagem como expressão do discurso, basear-se também na proposta da estilística (DONATO, 1951). Segundo esta, há várias formas discursivas, entre as quais se pode citar a exposição, a descrição, a narração e a argumentação. Geralmente, não aparecem nas mensagens de forma isolada, senão que se combinam de maneira que uma delas predomina sobre as demais.
A partir de tal observação, o estilo de escrita de uma monografia oferecerá uma possibilidade de compreensão e transmissão da mensagem, através das diferentes formas e elementos próprios discursais de cada estilo.
As diferentes formas do discurso constituem diferentes maneiras de usar a linguagem para comunicar a mensagem jornalística que não é um tipo de discurso homogéneo em sua estrutura, senão que está formado por um conjunto de discursos que têm estruturas lógicas e gramaticais diferentes. No entanto, todas estas formas específicas do discurso implicam o conhecimento pelo autor de um público que participa de uma mesma cultura. Através da descrição, a narração, a exposição e a argumentação, o autor oferece ao leitor sua própria visão do mundo sobre o que acontece, convida-o a participar no acontecimento, ajuda-lhe a situar-se nele, oferecendo-lhe explicações que lhe fazem entender seu significado e pode chegar até manifestar-lhe um ponto de vista, uma opinião.
Da mesma forma, saiba mais sobre os nossos outros websites relacionados à monografia: