A experiência de escrita de monografia de nossa equipe nos permite oferecer diversas dicas sobre como obter mais sucesso na elaboração de monografias. Da mesma forma, o cuidado com o estilo de redação de uma monografia tem profundo impacto no sucesso da mesma, a partir de sua função.
Da mesma forma, o cuidado com o estilo faz parte dos PASSOS PARA MONOGRAFIA
Outro aspecto a ser estudado é a linguagem própria para a transmissão da mensagem no texto monográfico. Para saber mais entre em nossa página LINGUAGEM DE MONOGRAFIA
ESTILO SIMPLES E DIRETO: Outra regra que se aplica é a sobriedade e simplicidade. As construções elaboradas podem apresentar profundo valor estético (e você pode estar tentado a usar tais construções em sua monografia ou seu TCC) mas não são adequadas na escrita científica, especialmente se dificultam a compreensão do texto. No entanto, se você for capaz de combinar a estetica com a clareza e a simplicidade, mãos à obra.
Não é eficiente, para o resultado do texto monográfico, que as frases sejam longas contidas em intermináveis parágrafos. Normalmente, o ideal é que cada parágrafo tenha no máximo cinco frases, sendo uma a primária e as demais cujo papel é reforçar ou oferecer apoio para a primária. Parágrafos e frases muito longos geram desorientação ao leitor, que perderá a idéia e que tenha que ler a frase desde o começo repetidamente para entender seu sentido.
O que ajuda, como dica de redação, é a leitura (em voz alta preferivelmente) do que se escreve e procurar a forma de simplificar as frases sem que estas percam contundência. A frase que segue pode ser fruto de uma primeira tentativa:“A variável analítica conseguiu inserir uma flutuação que tornou mais dificil a interpretação dos dados.”Esta frase esta correta, mas pode ser melhorada:“A flutuação, produto da variável analítica, dificultou a interpretação dos dados.”
OBSERVAR O NÍVEL DO LEITOR: O autor de uma monografia muitas vezes se esquece, ou não estaá consciente, de que sua pesquisa monográfica estará acessível a várias outras pessoas além do seu orientador de monografias. Esses leitores, mesmo que conheçam o tema em maior ou menor grau, não conhecem os detalhes do trabalho na mesma forma que o autor e o seu orientador.
Em conseqüência, você deverá sempre pensar que seu trabalho deverá ser capaz de esclarecer a todo e qualquer indivíduo que o ler. Isto é importante já que a informação omitida ou subentendida (ainda que esta seja óbvia para o você e seu orientador) não é conhecida pelo leitor.
USO DE VERBOS NO IMPESSOAL: Uma das regras mais importantes na escrita científica e acadêmica é o uso do impessoal, o que equivale a dizer que não se podem usar os pronomes pessoais EU ou NÓS ou os pronomes possessivos MEU e NOSSO. Apesar de que em alguns casos esta norma deixa de ser essencial (no caso em que for importante diferenciar as idéias ou resultados do autor, do trabalho de outros pesquisadores).
EXPRESSÕES COLOQUIAIS: Um erro comum em muitos autores de textos acadêmicos e científicos é o uso de expressões idiomáticas coloquiais, o que é diferente do nível de linguagem técnica, que é formal e tem suas regras.
Normalmente, o que se diz em uma conversação, ou ainda em um texto literário ou de comunicação de massa (o que hoje em dia pode significar o que se escreve em blogs e sites), imbuídos muitas vezes de um nivel de linguagem coloquial, pode soar muito bem, quando se escreve pode ser completamente incorreto. Assim, é necessário enfatizar que o nível de expressão deve ser formal.
Você poderá perguntar, no entanto, o que seria uma linguagem própria de expressões coloquiais. Normalmente, o uso indiscriminado de adjetivos não combina com textos científicos, por exemplo, “esta curva de dados oferece resultados desagradáveis”, ou ainda, “o experimento foi muito feliz em seus resultados”.
Vamos transformar estes dois exemplos em algo mais sério e formal? No primeiro caso seria possível escrever “a curva de dados demonstra resultados não alinhados com o esperado”. No segundo teríamos “o experimento realizado atingiu todos os objetivos propostos”.
VALORAÇÃO PESSOAL: As valorações pessoais devem ser evitadas na escrita científica e acadêmica e, em todo caso, não se deve abusar desta forma de expressão. Como valorações pessoais se entendem frases que qualifiquem, positiva ou negativamente, os dados, resultados, etc., obtidos na pesquisa monográfica. Deve evitar-se então construções como:“O modelo se ajusta perfeitamente aos dados experimentais…” (é melhor: “o grau de ajuste do modelo é inferior ao erro experimental…”, por exemplo).“Os elementos se situam tão dispersamente que não é possível deduzir nada …” (é melhor: “…o erro experimental dificulta a interpretação dos dados…”).“Nossos resultados são muito melhores que os de Silva e Almeida…” (é melhor “A partir do apresentado nesta monografia, pode-se inferir que os resultados constituem um aporte significativo…”).
O anterior não significa que não se possa ressaltar ou opinar sobre a sua monografia, seu experimento ou sobre uma bibliografia ou um autor, porém isto deve ser feito de forma moderada.
REDUNDÂNCIAS: Para que as frases possam “fluir”, deve-se evitar o uso de redundâncias ou palavras próximas no texto, com sons similares. Como exemplo disto se tem: “a amostra de solido mostra um comportamento anomalo…” (redundância) e “a apresentação dos resultados apresenta erros” (sons similares).
Quando tal escrita for realmente necessária, apele para sinonimos, por exemplo: “a amostra de solido exibe um comportamento anomalo”.
CONSTRUÇÕES GRAMATICAIS POBRES: Você deve tomar o cuidado de redigir frases que sirvam para expressar exatamente o que se quer dizer. Para evitar este tipo de erro, cuide para que cada elemento da frase esteja no lugar correto
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