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TCC DE PESQUISA QUALITATIVA – MONOGRAFIAS DE PESQUISA QUANTITATIVA – MONOGRAFIA E TCC DE PESQUISA QUANTITATIVA E QUALITATIVA

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O método qualitativo de pesquisa para uma monografia ou um TCC é mais compreensivo, e por isso pode ser aplicado a análises globais de casos específicos, enquanto o método quantitativo de pesquisa é mais parcial pois estuda aspectos particulares ou generaliza mais desde uma única perspectiva.

O modelo de pesquisa quantitativa, em uma monografia de TCC, generaliza e pressupõe, para atingir maior validade, um conhecimento qualitativo e teórico bem desenvolvido, condição que muitas vezes fica fora de consideração na prática da pesquisa quantitativa, e dos próprios objetivos de uma monografia de TCC quantitativa.

A crítica à pesquisa quantitativa em níveis mais altos de pesquisa de monografia não se dirige contrariamente a seu método em geral, mas contra a aplicação única da mesma para pesquisar a realidade social.

Como exemplo da aplicabilidade do modelo de pesquisa qualitativa ou quantitativa em monografias ou em TCC, pode-se citar que os problemas e processos relevantes para a educação de adultos têm um caráter meramente qualitativo.
Antes de estabelecer a medição quantitativa para um TCC sobre este tema, vale a pena qualificar os problemas e necessidades e em ambos determinar as prioridades como fatores a serem pesquisados. A partir daí se pode recorrer à medição de certas variáveis através da determinação dos indicadores.

Também cabe assinalar aqui as perguntas que devem ser propostas para a monografia como:
- É quantificável o fenômeno que queremos observar e através de quais indicadores?
- É precisa a informação que assim conseguimos e é tão válida quanto confiável?
- Existe uma análise adequada para saber se o que as pessoas respondem realmente corresponde ao que é ou ao que faz?

Se a estas perguntas se pode contestar positivamente, é provável que a pesquisa quantitativa nos proporcione informação adicional valiosa e possa, assim, ser utilizada para a realização da monografia de conclusão de curso, ou o TCC.

O questionamento anterior nos leva à posição de sustentar que não são incompatíveis o método qualitativo e o quantitativo para uma pesquisa monográfica, senão que há uma complementaridade, ainda que existem entre os dois uma diferença muito marcada já que ambos podem servir a objetivos muito diferentes, tratando o mesmo tema de monografia.

Queremos aqui contribuir justamente com um modelo de metodologia de pesquisa para monografias mais cauteloso, enquanto apontam a questões qualitativas.

Isto é, parte-se da base que os fenômenos qualitativos não podem ser reduzidos a dados quantitativos. É óbvio, não obstante, que certos fatos podem ser quantificados, e devem ser considerados de tal maneira.

Por outra parte, deve-se lembrar que um problema é sempre qualitativo, e isto faz toda a diferença em uma monografia ou um TCC. Um problema pode ser definido como a diferença entre uma situação que existe na realidade de uma pessoa ou de um grupo e uma situação desejada (ideal).

Em realidade a formulação do problema é o elemento central na pesquisa social, e em toda e qualquer monografia neste universo, e a guia para a formulação de eventuais hipóteses; não obstante, a demonstração ou a refutação das hipóteses depende em muitos casos da análise dos dados quantitativos.

O que se pode observar na pesquisa tradicional é o movimento do início qualitativo (do problema) à conjugação dos dados nas hipóteses, que é principalmente quantitativo e sua interpretação que é outra vez qualitativa.

Isto corresponde à realidade da pesquisa em monografias, já que o aluno – autor muitas vezes inicia o processo de levantamento da monografia de modo específico a partir da idéia central e posteriormente deve checar a idéia de modo numérico (principalmente quando o tema da monografia de TCC está relacionado a ocorrências), para, finalmente, analisar os dados coletados de modo qualitativo, concluindo, assim, o trabalho de conclusão de curso.

Os métodos quantitativo e qualitativo são ambos principalmente empíricos e empregam a observação. O ciclo empírico consiste nas seguintes fases:

- A observação,
- A indução,
- A dedução,
- A verificação ou comprovação,
- A avaliação.

A última fase eventualmente estabelece as pautas para uma precisão da observação, iniciando-se novamente o processo a outro nível.

As propostas de Pablo González Casanova resumem alguns dos pontos mais importantes da discussão sobre os métodos quantitativos e qualitativos e suas aplicabilidades em modelos de pesquisa, não somente de monografias mas de qualquer outro gênero.

l) "Quando ao processo de obscurecimento das categorias que estão na base da pesquisa corresponde um esclarecimento e precisão, na medição dos fenômenos sociais, como ocorre com grande parte da pesquisa empírica contemporânea, surge a falsa idéia de um rigor científico que não se relaciona com a política, e o pesquisador oculta a origem 'moral' de sua ciência no terreno da precisão matemática.

Mas o problema radica em que esta precisão depende das categorias que servem para distinguir o mundo social que se mede. O problema se manifesta assim de modo mais evidente nos estilos de análises 'qualitativo' e quantitativo, e na ênfase que se põe num e outro" (González Casanova, 1975, p. 17).

2) "Cabe pois perguntar-se de que dependem esta ênfase e esta perspectiva, que dão prioridade aos métodos quantitativos na pesquisa empírica e obscurecem os métodos qualitativos?" (González Casanova, p. 22).

3) "O 'estilo' quantitativo das ciências sociais, a perspectiva e a ênfase quantitativa estão relacionados com muitas outras características do pesquisador. Em termos gerais pode-se afirmar que a análise quantitativa é típica sobretudo da sociologia norte-americana frente à sociologia de outras nações, dos jovens sociólogos frente aos velhos e impressionistas.

É um estilo unido particularmente ao empirismo e à ideologia do processo nas ciências sociais. Com freqüência somente se contempla sob esta perspectiva. Mas o estilo quantitativo está associado também -como ênfase, como perspectiva- a posições políticas. A eleição de estilo corresponde a posições políticas diferentes, em relação com o sistema social em que trabalha o pesquisador e com o statu quo" (González Casanova p. 23).

4) "Não é casual a seleção de certos métodos. Pode dizer-se que nem toda posição ideológica ou política conservadora do conjunto faz ênfase nos métodos quantitativos, mas na sociedade industrial, quando se enfatiza nos métodos quantitativos há uma alta probabilidade de que se tenha uma posição conservadora do conjunto social ou do sistema social ao qual se pertence" (González Casanova, p. 23).

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